E-Book Original: “O SUSPENSE DO AMOR” cap. 11

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11. Família

Naquela noite antes que fossem reunidos novamente a pedido de Irene para que ela desse uma notícia surpreendente para todos, vejamos mais do que se tratava cada assunto dos três grupos que se formaram após o deleite da sobremesa que havia sido um pudim de leite condensado.

O primeiro grupo de prosa, formado por Verinha e Dino, conversavam fora da casa, por serem ambos fumantes, lá fora estavam eles dedicando ao vício o sereno da noite que caia. O motorista aposentado Dino tentava persuadir a socialite Verinha para que ela compartilhasse de seu pensamento em relação a Irene e Duda. Ele pedia que Verinha falasse com Irene como forma de alerta para que não continuasse criando laços com o garoto. Mas Verinha entendendo a real intenção de Dino disse que não se intrometeria na relação de Irene e Duda e nem influenciaria ela a se envolver com o vizinho, pois Dino também deixava claramente para Verinha que era apaixonado por Irene, mas que a amada não correspondia e ele não via motivos para o impedimento. Dino foi além no assunto, já fumava o quarto cigarro e dizia muito sobre sua paixão por Irene, que com ele, ela estaria mais protegida, ele deixou escapar ainda que se ela estivesse ao lado dele, ela tomaria decisões mais acertadas, como por exemplo ter despachado o garoto Duda logo após ele reaparecer e também induziria Irene a não ter entrado para o Clube de Caridade, por Irene ser pobre e todos que pertencem a clubes assim, na visão dele são pessoas ricas e elitistas.

Mas Verinha soube responder Dino a altura, ela se sentiu insultada em nome do Clube de Caridade presidido por ela, já não bastava outras pessoas que nada fazem em prol dos moradores de rua, julgar estas associações como elitistas, ainda teria que aceitar ouvir aquilo na casa de Irene e ficar de boca calada, pois Verinha que era muito conversadeira e não tinha intenção de medir o tom da palavra naquele momento, jogou no ventilador que Dino foi o primeiro a arregar e andar pra trás quando Irene foi roubada, disse ainda que sabendo pela própria Irene, ele era um homem muito controlador, mas que ela era grata por ele ajudar no carregamento das panelas de sopa. Verinha disse mais, disse que havia dado carta branca para Irene convidar quem ela quisesse, e que a mesma havia convidado Dino e o mesmo se vitimizou e não aceitou. Verinha já estava no sexto cigarro e destemida a deixar a conversa em pratos limpos, Dino se mostrou resignado diante das frases proferidas por Verinha, ele sabia que tudo tinha seu fundo de verdade e no fim ele não replicou e a conversa de Verinha e Dino terminaram quando Irene os chamaram.

Ainda antes do chamado de Irene para reunir as pessoas presentes naquele local, vamos ver o que se passava na conversa entre Duda, Drica e Nanda. Nanda estava prestes a se declarar para Duda, mas ela via que ele só tinha olhos para Drica e que a amiga tentava se fazer de não entendia das intenções do garoto. Nanda tinha uma carta a seu favor, o pai de Drica, Régis jamais permitiria o namoro da filha com um garoto de rua. Drica se mostrava interessada cada vez mais pela vida nas ruas, e Duda se mostrou interessado na vida de Drica, e ela fez questão de contar como era sua vida, sem mostrar que vivia uma vida de luxo, disse que passava a maior parte do dia estudando e que seu tempo era dedicado as aulas no colégio e na escola de idiomas e piano. Duda ficou fascinado, ele chegou a revelar envergonhado que não sabia escrever o próprio o nome, mas Drica fez questão de que Duda era um menino inteligente e aprenderia facilmente, Nanda ficava cada vez mais esquecida na prosa que se tornou um diálogo apenas entre Duda e Drica, Nanda se inferiorizou diante de Drica e deixou seu sentimento de inveja que sempre nutriu desde que conheceu a amiga tomar conta de seu intelecto naquele momento, minutos depois eles seriam chamados para a noticia surpreendente de Irene.

Antes de Irene revelar o que tinha pra aquela noite, ela contara tudo para Lúcia. Irene disse que passou o resto do dia conversando com Duda e que sentiu muita pena do garoto, disse que ficou encantada com o gesto de devolução dos bens de família, pois ela jamais imaginara que ele fosse devolver e convivendo com o garoto ela descobriu um menino bom e digno de ajuda. Irene revelou para Lúcia que iria adotar Duda, sim ela estava disposta a ir além nas suas boas ações com o garoto, ele disse que nunca teve familia, não se lembra nenhum pouco dos pais biológicos e sempre lidou com o abandono e rejeição de todos. E antes que Lúcia alertasse Irene sobre os riscos, ela se prontificou em dizer que o garoto era um menino criado nas ruas sim e tinha suas manias, mas que Irene estava disposta a mudá-lo, porque ele também se mostrou um garoto totalmente disposto a ressocialização e reabilitação, e tinha uma vantagem, Duda nunca fora viciado em tóxicos.

De repente todos foram reunidos na sala de estar de Irene, uma sala bem simples com um sofá para três lugares e três poltronas dr madeira bem talhada, o suficiente para todos que estavam ali presentes se acomodassem.

– Eu tomei uma decisão que foi muito debatida dentro de mim, eu refleti e vejo que estou tomando o melhor rumo pra mim e pro Duda. Disse Irene olhando pra Duda, o garoto se estremecia mais uma vez, aquele dia era o mais perfeito de todos os seus dias e ainda tinha mais uma surpresa. E Irene continuou.

– Eu vou adotar você Duda. O destino de Duda estava separado naquele momento, o pobre garoto de rua, órfão, agora teria uma casa e uma mãe.

De início a reação dos presentes foi um choque e todos ficaram paralisados por um momento, menos Lúcia que já sabia. Em seguida Verinha soltou uma salva de palmas que foi pouco a pouco acompanhada por todos ali presentes, o último a ser contagiado pelas batidas das magoas foi Dino, mas ele seguiu no mesmo ritmo e também bateu palmas para as palavras de Irene. Duda chorava como nunca chorou em toda sua vida, era um choro com um barulho, um grito de felicidade.

Continua

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Sobre o Autor Matheus Henri

Goianiense, 25 anos. “Podemos conversar sobre os assuntos mais quentes do momento, ou talvez seja melhor sobre os nossos sentimentos, pois compartilhados se tornam desabafos e pura liberdade. Sou escritor de contos de ficção e de citações sobre o pensamento e comportamento humano desde a infância, atualmente estudo Interpretação Teatral no Instituto Tecnológico de Goiás em Artes Basileu França. Sou Bacharel em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira Campus Goiânia 2019/2.”

Encontre o autor Matheus Henri em:
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