E-Book Original: “O SUSPENSE DO AMOR” cap. 9

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9. Conflitos antes do jantar

Irene conseguiu ser mais rápida que a fúria de Dino. Ele estava pronto para bater em Duda, mas ela suplicou para que ele não fizesse aquilo e tirou Duda dos braços do vizinho. Dino não entendia aquela situação, Irene estava defendendo quem a assaltou dias atrás.

– Irene o que você está fazendo? Conseguiu achar o menino que a assaltou e agora está protegendo ele? Me responde Irene! Dino precisava de uma explicação, pois não entendia o porquê de Irene estar protegendo Duda.

– Vamos entrar Duda e Dino. Duda pegue a sacola com suas roupas. Enquanto você toma banho eu converso com meu amigo Dino e respondo suas perguntas, explico a situação. Disse Irene logo após as perguntas do vizinho. Os três entraram na casa. O garoto Duda não conseguia esconder que estava muito envergonhado, ele a todo momento se sentia culpado por ser tratado com gentileza por dona Irene.

– Duda vá tomar banho e depois escolha uma roupa bem bonita para o jantar de hoje. Disse Irene apontando o rumo do banheiro para Duda. Depois que Duda foi tomar banho ela conversou com Dino.

– Sente-se meu amigo. Eu vou responder todas as suas dúvidas, você tá muito inquieto. Não precisa ficar assim. Disse Irene tentando tranquilizar Dino, ele se sentou na cadeira, ela também se sentou e colocou os dois braços sobre a mesa e pegou a foto e a oração devolvidas por Duda e as mostrou para Dino.

– Hoje esse garoto que você quase bateu, veio até mim para devolver a foto e a oração que ele e o amigo roubaram, ele também quis devolver a parte dele em dinheiro, mas eu nem me importei. Hoje foi um dia muito feliz pra mim Dino, eu jamais esperava que fosse ver estes objetos de novo. Irene explicou a situação para Dino.

– Irene eu continuo confuso, mas que bom que você conseguiu resgatar seus bens de família. Mas agora eu vejo você abrindo a porta da sua casa para o garoto que te assaltou. Esse garoto que você chama de Duda, é um criminoso, deve ser entregue para o Conselho Tutelar e ir parar em algum abrigo, para pagar pelo roubo. Abrir a porta da sua casa pra ele, comprar roupas, oferecer hospitalidade não tem cabimento. Dino se mostrou indignado com as atitudes de Irene.

– Você tem razão de Dino, eu não deveria fazer nada do que estou fazendo pra esse garoto. Deveria entregá-lo para um abrigo de menores, mas esse não é o momento. Eu sinto que preciso protegê-lo. Irene no seu íntimo acabou criando um laço maternal com Duda, depois dele ter voltado pra devolver a foto e a oração, ela já havia o retribuído com um abraço, comida, roupas, banho e mais do que isso, uma amizade, que ela sabia que era recíproca, pois Duda se mostrava muito mais do que arrependido, também se mostrava disposto a reparar o dano causado tratando Irene com a mesma gentileza que ela o tratava.

– Você não pode continuar com esse garoto, deve imediatamente chamar o Conselho Tutelar e entregá-lo. Eu não posso achar isso normal, não mesmo. Você sente que precisa proteger seu assaltante. Eu não entendo sua atitude Irene. A paixão de Dino por Irene era tão forte que ele às vezes na tentativa de avançar nos galanteios acabava tentando fazer sua vontade sobrepor sobre as vontades de Irene.

– Você sempre age assim Dino. A paixão que você sente tem cegado seu entendimento e por isso está sempre imporndo suas ordens sobre mim. Eu sei que uma paixão fulminante como essa que você nutre é nociva, talvez seja o motivo pra eu nunca deixá-lo me fazer a corte seriamente. Irene precisava colocar um basta nas ações de Dino. Irene via que o pretendente passava dos limites.

– Você não me deixa cortejá-la seriamente. Eu sei o porquê! Porque eu sou negro. Dino dessa vez ultrapassara todo o bom senso de Irene, ela se levantou da cadeira e apontou o dedo na cara do vizinho.

– Dino eu não aceito que você fale assim comigo, olha o que sua paixão cega o fez falar. Você me achar racista, francamente você conhece minha vida tão bem pra saber que eu não sou racista. Irene exaltou sua voz, ela se sentiu muito ofendida quando Dino isinuou que ela fizesse distinção de cor da pele, logo Irene que luta tanto pela igualdade humana.

Dino era sim um homem negro e também com seus sessenta anos de idade, era neto de escravos, seus avós foram escravos no século passado, e o Rio de Janeiro abrigava nos anos setenta do século XX muitos netos, filhos e até mesmo grupo de pessoas que havia sido escravo antes da Lei Áurea.

Antes que aquela conversa desse prosseguimento. Duda apareceu na sala de jantar, limpo e bem vestido. Irene se emocionou mais uma vez. E mostrou para Dino o tanto que estava feliz por estar tirando um menino das ruas.

– Dino nunca mais fale comigo da forma como falou. Agora aperte as mãos de Eduardo. Irene quis colocar um ponto final no tema da conversa anterior e queria que ele fosse amigo do garoto Duda. Duda apareceu limpo, havia tomado um banho, vestiu as roupas novas que Irene comprou pra ele e calçados também, assim estava totalmente diferente do garoto encardido e maltrapilho de antes. Duda e Dino apertaram as mãos.

– Eduardo? A senhora prefere me chamar assim, dona Irene? Duda quis saber como deveria se chamar na frente de Irene.

– Eduardo vai ser o nome que vai estar no seu RG. Mas podemos continuar chamando-o de Duda, não é Dino? Irene queria que Dino falasse alguma coisa, ele estava totalmente envergonhado de ter chamado Irene de racista.

– Sim Irene. Vamos chamá-lo como você achar melhor. Desculpa o incomodo causado, tanto a você Duda como a você Irene, isso não vai mais se repetir. Eu estou de saída. Dino tentou remediar toda a situação que causara, Irene o convidou para o jantar daquela noite, ele aceitou e voltaria para participar.

Na casa de Lúcia enquanto ela se arrumava para o jantar na casa de Irene, Drica contava ao pai Régis, a experiência que foi passar o dia com os moradores de rua. Régis se mostrava revoltado com que sua esposa fizera, pra ele, Lúcia tinha exposto Drica ao perigo, ainda mais depois de Drica ter contado a história do roubo.

Também naquela casa outra pessoa se arrumava para ir ao jantar, era Nanda a filha da empregada, sua mãe Luísa também tinha sido convidada, mas não iria. Nanda estava muito feliz, pois poderia rever Duda.

– Mamãe eu estou gostando de um menino, mas não sei como esse possível namoro poderá acontecer. Nanda tinha noção das dificuldades que iria encontrar caso namorasse com Duda.

– Minha filha você tem só catorze anos é muito jovem para se preocupar com namorados, é melhor se preocupar com seus estudos. Disse Luísa na tentativa de realinhar os pensamentos de Nanda, mas a filha estava gostando muito do garoto Duda, foi amor á primeira vista, mas Nanda sabia que o mesmo amor que sentira por ele, ele sentira por Drica e não por ela.

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Sobre o Autor Matheus Henri

Goianiense, 25 anos. “Podemos conversar sobre os assuntos mais quentes do momento, ou talvez seja melhor sobre os nossos sentimentos, pois compartilhados se tornam desabafos e pura liberdade. Sou escritor de contos de ficção e de citações sobre o pensamento e comportamento humano desde a infância, atualmente estudo Interpretação Teatral no Instituto Tecnológico de Goiás em Artes Basileu França. Sou Bacharel em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira Campus Goiânia 2019/2.”

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