E-Book Original: “O SUSPENSE DO AMOR” cap. 8

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8. Preparativos para um jantar

Terminava a boa ação daquele sábado, os mendigos alimentados pela sopa de Irene agora tinham também seus pedidos anotados em uma caderneta, quem anotou os pedidos foi Lúcia. Nos pedidos dos mendigos estavam itens de higiene pessoal, colchões, cobertores e outros objetos para uma vivência digna. Verinha e Lúcia já tinha deixado avisado para Irene que naquela ocasião, elas fariam um levantamento do que eles mais precisavam no momento, isso havia deixado Irene muito satisfeita.

Mas o que mais deixou Irene satisfeita naquele dia foi ter seus bens de família devolvidos por Duda. Jamais Irene imaginou que esse gesto pudesse partir do garoto que chegou a colocar uma faca em seu pescoço. Enquanto Irene, Verinha e Lúcia preparavam para voltarem às suas casas, Duda, Drica e Nanda conversavam não tão longe dali.

– Conta pra gente um pouco da sua experiência nas ruas. Perguntou Drica para Duda, ela estava curiosa sobre como é ser um morador de rua.

– A experiência de morar na rua é não ter certeza do lugar onde você vai passar a noite e por isso dormir ao relento na areia da praia muitas das vezes. Também não ter certeza se vai ter comida naquele dia e ficar na dependência de pessoas como a dona Irene que reúne nós os mendigos para servir uma refeição. E pra mim isso não é a pior experiência Drica, eu diria que é o nosso modo de viver. A pior experiencia é ser lembrado todos os dias que foi abandonado pelos próprios pais. Duda respondeu para Drica olhando em seus olhos que estavam lacrimejando, estavam emocionados tanto Duda, quanto Drica, somente Nanda não se emocionou, mas refletiu internamente nas falas de Duda. Nanda já tinha percebido que Duda estava completamente tomado por uma paixão pela amiga, mas ela sabia que era um romance impossível, afinal pensava Nanda, os pais de Drica nunca permitiriam esse namoro. Nanda resolveu também fazer uma pergunta.

– Eu também quero perguntar algo pra você Duda. Você tem namorada? Tanto Duda, quanto Drica ficaram envergonhados com a pergunta, Duda ainda mais por estar totalmente apaixonado por Drica, a amada dele ficou menos envergonhada por não estar tão envolvida da mesma forma e antes que Duda respondesse, Drica interrompeu.

Você não deveria perguntar isso Nanda. Drica falou em tom repreensivo e Nanda não gostou. Duda não conseguiu responder aquela pergunta, pois logo após eles ouviram o chamado de Lúcia. Os adolescentes foram chamados para irem embora, já estava na hora de partirem. Duda então foi até Irene para se despedir dela, mas o momento não era de despedida. Ele ficou perplexo quando ela disse que ele não iria se despedir, pois iria jantar na casa dela naquela noite, e ele ficou mais feliz ao saber que Drica estaria lá também.

Lúcia com seu fusca azul marinho deixou dona Irene e Duda em casa. E depois Verinha na casa dela. E voltou para sua casa com as meninas. Lúcia avisou a Régis que ele havia sido convidado para um jantar na casa de dona Irene, ele prontamente recusou o convite e disse que já tinha uma reunião no horário, segundo ele seria uma reunião de empresários pra falar sobre política e economia, bebendo, fumando e jogando cartas. Lúcia nem se importou com o que ele relatou, sobre como seria a tal reunião dele, ela já estava cansada de saber e ver o marido voltar sempre bêbado e rabugento dessas reuniões, muito por ter perdido quantias de dinheiro em apostas. Lúcia já estava cansada desse casamento, mas como o leitor ja foi avisado, ela insistia em continuar casada, pela criação da filha adolescente e por ele ser o controlador da empresa Montenegro Cosméticos.

Irene logo que chegou em sua casa foi ajeitar as coisas, lavar os utensílios usados na caridade do dia, Duda que estava com ela pediu para ajudar, ela aceitou a ajuda dele, e enquanto ele a ajudava, eles conversavam. Irene também se mostrou muito curiosa sobre como era a vida de Duda nas ruas. Apesar de Irene sempre lidar com moradores de rua e conhecer o drama de perto, ela queria conhecer minuciosamente a vida do seu ladrão arrependido. O ato de Duda, para Irene, se mostrou um ato muito corajoso, Irene aos poucos ia criando laços afetivos com Duda. Irene se afeiçoou ainda mais ao garoto quando este falou que foi abandonado pelos pais ainda muito novo e que não tem qualquer lembrança sobre quem eles são.

O fato de Duda não ter pais e viver sozinho e sem famílias, mexeu muito com o coração de Irene. Depois que terminaram de arrumar as coisas do almoço beneficente, Irene e Duda foram até uma loja de roupas, ela comprou algumas peças de roupa para o garoto e pediu pra ele tomar banho e colocar uma roupa nova e estar bem arrumado para o jantar. Duda não conseguiu conter a emoção de ter ganhado roupas novas, essa mesma emoção contagiou Irene.

Mas na volta da loja, uma surpresa estava para acontecer. O vizinho de Irene, Dino lembrava muito bem dos rostos dos dois assaltantes de Irene, tanto de Jamil como de Duda e quando viu Irene e Duda entrando na casa dela, ele que olhava por uma fresta na sua janela, correu até o portão da amiga. Dino interpretou que Duda estivesse fazendo algum novo mal para sua amada. Dino não se segurou e logo pegou o garoto e prendeu os braços de Duda pra trás.

– Moleque desgraçado! O que você está fazendo com a Irene. Eu vou chamar o Conselho Tutelar, mas antes vou dar-lhe um bom tabefe! Dino esbravejou encima de Duda. Mas Irene soltou um grito antes que Dino batesse em Duda.

– Não! Não bata no Duda! Não faça mal a esse garoto Dino. Irene soltou as sacolas de roupas no chão e caiu ajoelhada pedindo para que Dino não batesse em Duda. Ela conseguiu impedir a retaliação do amigo.

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Sobre o Autor Matheus Henri

Goianiense, 25 anos. “Podemos conversar sobre os assuntos mais quentes do momento, ou talvez seja melhor sobre os nossos sentimentos, pois compartilhados se tornam desabafos e pura liberdade. Sou escritor de contos de ficção e de citações sobre o pensamento e comportamento humano desde a infância, atualmente estudo Interpretação Teatral no Instituto Tecnológico de Goiás em Artes Basileu França. Sou Bacharel em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira Campus Goiânia 2019/2.”

Encontre o autor Matheus Henri em:
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