E-Book Original: “O SUSPENSE DO AMOR” cap. 7

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7. Amizade

O garoto Duda em nenhum momento imaginou que seria abraçado por Dona Irene. No mesmo momento em que ela o abraçou, ele ficou paralisado e veio a tona em sua mente, o exato momento em que ele chegou a colocar um canivete a centímetros do pescoço dela. Durante o abraço que demorou mais que 10 segundos, Duda também se perguntou o porquê de Irene tê-lo abraçado, ele não tinha respostas para isso, mas Irene tinha. Logo após Irene tirar os braços que estavam em volta de Duda – nesse momento todos olhavam para eles, Lúcia, Verinha, Drica, Nanda e todos os moradores de rua – houve um grande agradecimento por parte dela, ela havia resgatado a foto e a oração, ela nem pegou a parte em dinheiro de Duda, mesmo ele tendo estendido juntamente com os outros objetos. Alguns moradores foram até eles e quiseram avançar agressivamente e Irene teve que abraçar Duda novamente.

– Não! Ninguém vai bater nesse garoto! Por favor eu imploro (Disse Irene para os moradores).

Me diga seu nome. Irene pediu para Duda dizer seu nome a ela.

– Sempre me chamaram de Duda, dona Irene, eu sei que é um apelido para Eduardo, mas eu não tenho uma certidão de nascimento. Foi a rua que me deu nome, eu não nunca tive pai nem mãe! Respondeu Duda para Irene, nesse momento a emoção já havia tomado conta deles. Duda não esperava que Irene o tratatasse de forma amigável, pois por mais que ela fosse boa, ele pensava que ela o trataria com alguma retaliação grave. Mas Irene estava tomada pela emoção de ter seus bens reavidos, ela dava graças a Deus por isso.

– Duda, eu estou muito feliz por você ter devolvido a foto e a oração… De repente Duda interrompeu Irene.

– Dona Irene, me perdoa por ter roubado a senhora. Agora estão de volta: a foto e a oração, e aqui minha parte do roubo, a outra parte do roubo está com meu amigo Jamil, ele tinha uma dívida com um traficante, por isso ele não está aqui pra devolver a parte dele. Duda pedia perdão por ele e pelo amigo, que nesse momento já estava morto, sim, Jamil já havia morrido no domingo anterior quando foi se encontrar com o traficante a quem ele devia, o traficante pegou o dinheiro que estava com Jamil, e que não pagava a dívida toda, mas era tudo o que Jamil tinha no momento. Jamil implorou para o traficante lhe dar mais um tempo pra conseguir o restante do pagamento e ainda lhe vender mais algumas gramas de cocaína pra ele usar, todos esses pedidos foram negados. O traficante que matou Jamil foi cruel, apontou seu revólver, para o garoto, o fez ajoelhar e disparou. O leitor deve se lembrar que Jamil durante o roubo á Irene também possuía uma arma, mas a arma estava sem munição, ela só serviu para ameaçar caso o roubo fosse para um caminho fora do rumo. Mas Duda só saberá da morte de Jamil, dias depois quando ele for procurar por notícias do amigo no Morro do Vidigal.

Voltando a situação da devolução de Duda a Irene, ela o defendeu de qualquer retaliação que os moradores queriam fazer com ele naquele momento. Irene foi muito gentil e amável com Duda, ela serviu sua sopa a ele, ele foi apresentado as suas amigas Verinha e Lúcia e as duas garotas Drica e Nanda. Drica chegou a elogiar a atitude de Duda.

– Isso que eu chamo de coragem e arrependimento. Disse Drica para Duda. Naquele momento Duda despertou um sentimento bom por Drica, eles tinham a mesma idade. Duda sorriu timidamente com as palavras de Drica. Nanda também quis elogiar Duda, o garoto apesar de maltrapilho, era bonito e as meninas também eram bonitas e eles chamaram a atenção simultaneamente. Todos os três com a adolescência á flor da pele, despertaram amor á primeira vista, Duda se apaixonou fortemente por Drica e guardou para si naquele momento, pois logo percebeu que pela aparência de sua amada e da  mãe dela, deveriam ser muito ricas. Drica também se afeiçoou ao rapaz, assim como Nanda também gostou de Duda, e Nanda tinha plena certeza que por ser pobre tinha mais chances de tê-lo como namorado do que Drica, mesmo vendo que Duda não parava de olhar para Drica, enquanto ficaram juntos, os três adolescentes conversaram muito, nesse momento, Duda tomava sua sopa. Nanda já percebera que o amado só tinha olhos para Drica, mas mantinha esperanças, já que os pais de Drica nunca permitiria um namoro de Duda e Drica ainda mais o pai Régis, sendo Duda um morador de rua, e até mesmo sua mãe Lúcia também não fosse permitiria.

Enquanto os três adolescentes conversavam enquanto Duda se alimentava. Também em outro local conversavam Irene, Verinha e Lúcia, dona Irene falava a respeito de convidar Duda para jantar em sua casa, ela se sentiu muito agradecida, pois jamais imaginara que fosse ter seus bens valiosos de volta. Mas Verinha e Lúcia alertaram Irene, sobre os perigos de receber um garoto de rua em sua casa, ainda mais o seu próprio assaltante, mas Irene insistiu que Duda fosse jantar na casa dela naquela noite.

Irene queria conhecer melhor o garoto Duda, por isso resolveu preparar um jantar naquela noite e convidaria Duda, seu vizinho Dino, suas amigas Verinha e Lúcia. Irene pediu a Lúcia que convidasse o marido Régis e que levasse a filha Drica e também, a empregada Luísa e sua filha Nanda. Irene gostara muito da atitude de Duda, e dentro dela nasceu um desejo muito forte de protegê-lo, ela sabia que aquele garoto estava sendo ameaçado pelos moradores de rua de futuramente linchá-lo pelo roubo, e Irene não queria que isso acontecesse ao garoto.

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Sobre o Autor Matheus Henri

Goianiense, 25 anos. “Podemos conversar sobre os assuntos mais quentes do momento, ou talvez seja melhor sobre os nossos sentimentos, pois compartilhados se tornam desabafos e pura liberdade. Sou escritor de contos de ficção e de citações sobre o pensamento e comportamento humano desde a infância, atualmente estudo Interpretação Teatral no Instituto Tecnológico de Goiás em Artes Basileu França. Sou Bacharel em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira Campus Goiânia 2019/2.”

Encontre o autor Matheus Henri em:
Instagram: mathenrx
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Askfm: matheushenry474
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