E-Book Original: “O SUSPENSE DO AMOR” cap. 5

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5. Boas vindas

Naquele domingo Irene levou uma injeção de ânimo por parte das novas amigas Verinha e Lúcia. Ela já havia se decidido antes juntamente com o vizinho Dino e os próprios moradores de rua que não voltaria mais a se misturar entre eles, assim para que não houvesse outros roubos. Irene ficara com um receio enorme em relação ao ocorrido, mas Verinha e Lúcia estenderam as mãos á ela. Durante a semana Irene foi até a delegacia e registrou um boletim de ocorrência do crime cometido por Duda e Jamil, os policiais prometeram que iriam fazer diligências com o objetivo de encontrar os dois garotos. Mas passaram alguns dias e Irene não teve nenhuma resposta da polícia. As primas também insistiram para que Irene se consultasse com um psicológo para que assim superasse o trauma do roubo com uma ajuda profissional.

Já era sexta-feira novamente, e Irene estava tão feliz porque ela não iria parar com sua boa ação. Na sexta ela recebeu a visita do vizinho Dino que viu uma cesta com muitos  mantimentos encima da mesa e notou que eram os ingredientes da sopa. Irene perguntou a Dino, se ele ainda continuaria a ajudando na distribuição e carregamento da sopa. Dino foi o primeiro a levantar a questão de impedir Irene de continuar circulando junto aos favelados e pediu para que os moradores o apoiasse pelo bem de Irene, fazendo com que todos recusassem a ajuda dela, e assim no sábado do roubo, os moradores responderam concordando com Dino, para que Irene parasse com a distribuição de sopa. Dino fez isso, não porque tinha preguiça de ajudar Irene. Mas porque temia pelo bem estar da mulher por quem ele era apaixonado. E quando Dino foi perguntado na sexta se iria continuar ajudando-a, sua resposta foi negativa. Ele não mais ajudaria ela no carregamento, e por um minuto acreditou que ela não seguiria em frente sem ele, afinal ela não tinha um carro e sempre dependeu do fusca dele.

Dino levou um susto enorme quando Irene se manteve com uma reação natural, dizendo que continuaria sem a ajuda dele. Irene simplesmente agradeceu a Dino por tudo que ele fizera anteriormente por ela. E que ela queria apenas que ele fosse mais um a entrar para o Clube de Caridade assim como ela, mas ele recusou entrar para o clube, naquela noite inclusive Irene tinha uma reunião de boas vindas no clube. Dino ficou muito desapontado, sua paixão por Irene era tão forte, e seu fusca era um meio de ter Irene como sua dependente, mas dessa vez ele queria avançar, não queria que o fusca fosse o único vinculo entre os dois, e sim sua preocupação com Irene, com ela prosseguindo na luta da boa ação sem ele, os distanciou ainda mais. Ela não fez pouco caso naquele momento da ajuda dele, só mostrou que ela não dependia dele pra continuar fazendo sua caridade. Irene demonstrou sua chateação por ele ter recusado entrar para o Clube a pedido de dela, já que ela recebera carta branca da presidente Verinha, com poder de  convidar pessoas de sua confiança para o Clube.

Enquanto isso Duda vagava pelas ruas do Rio, ele não conseguira ficar sem gastar sua parte do roubo, e isso o deixou ainda mais com a consciência pesada, afinal ele queria devolver a foto, a oração e a sua parte do roubo intactas. Mas a fome falou mais alto, a dor do barulho do estômago gritou, ainda mais por saber que tinha grana no bolso e ele foi e comprou alguns lanches pra poder se sentir melhor. E a cada dia que passava, estava mais determinado a enfrentar todos para fazer sua devolução, agora só faltava virar a noite de sexta para sábado e chegar o grande dia. Duda passaria essa noite dormindo embaixo de um viaduto mais uma vez ao relento.

Enquanto isso em Ipanema, na sede do Clube de Caridade, Irene era apresentada a todos os associados por Verinha e Lúcia, na ocasião estavam presentes também, o marido de Lúcia, Régis e a filha do casal, a adolescente Drica.

– Vou fazer as apresentações. Este aqui é meu marido, Régis e esta é minha filha Drica de catorze anos. (Lúcia disse mostrando para Irene). E esta é a brilhante e mais nova associada a nossa causa, Irene. (Lúcia disse mostrando para o marido e a filha).

– Ouvi falar muito bem da senhora dona Irene, eu não faço parte do Clube de Caridade, sou homem de negócios, sou o administrador da Montenegro Cosméticos, já tenho um trabalho incansável. Bom, vejo que a senhora tem se sentido bem a vontade entre todos aqui, somos todos muito ricos, Lúcia comentou comigo sobre um certo receio seu de estar rodeado de pessoas da alta sociedade, fique tranquila não mordemos. (Régis ri sozinho). E vou aproveitar para dar o mesmo conselho pra senhora que dei pra minha mulher Lúcia. As pessoas que vocês ajudam nunca vão retribuí-las, ás vezes fico pensando se não é tempo desperdiçado com gente que depois pode ate cuspir no prato que come. Régis foi bastante incoveniente nesse momento, mas Irene estava preparada para responder a altura, mas sem citar que Lúcia já havia chamado o marido de machista e desonesto no domingo, porque não queria por lenha em fogueira nenhuma e muito menos interferir em assuntos relativos a marido e mulher, Irene apenas foi curta e incisiva.

– A parte das pessoas não agradecerem, ou até mesmo cuspirem no prato que comeram, seja falando mal de nossas boas ações ou não agradecendo na mesma medida do esforço que fazemos, é onde surge nossa recompensa, doutor Régis. Gostamos muito quando somos agraciados com palavras bonitas elogiando o nosso trabalho e até mesmo quando os miseráveis vem até nós agradecer a refeição. Mas nossa felicidade reside muito mais no momento em que doamos! No momento em damos o nosso melhor, sem nos preocuparmos como aquela pessoa vai agir dali pta frente com a doação. Irene conseguiu sobressair da melhor forma possível ao comentário de Régis e sobre estar rodeada apenas de pessoas da alta sociedade não fez Irene abaixar a cabeça em nenhum momento.

Continua no capítulo 6

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Sobre o Autor Matheus Henri

Goianiense, 25 anos. “Podemos conversar sobre os assuntos mais quentes do momento, ou talvez seja melhor sobre os nossos sentimentos, pois compartilhados se tornam desabafos e pura liberdade. Sou escritor de contos de ficção e de citações sobre o pensamento e comportamento humano desde a infância, atualmente estudo Interpretação Teatral no Instituto Tecnológico de Goiás em Artes Basileu França. Sou Bacharel em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira Campus Goiânia 2019/2.”

Encontre o autor Matheus Henri em:
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