Serviços Jurídicos: Demissão do Ministro da Justiça mostra derrocada do governo Bolsonaro. Antes de sair do cargo Moro faz acusações graves ao presidente

O ex-Juiz federal e agora ex-Ministro da Justiça do Brasil, Sérgio Moro, pediu demissão do cargo e ao sair fez graves acusações ao presidente Jair Bolsonaro (sem-partido, mas com ideologia de extrema-direita).

Moro acusou Bolsonaro de querer ter ligação íntima com o diretor da Polícia Federal e pra isso o presidente trocaria o atual diretor da PF por outro que lhe fosse mais próximo. Moro não concordou com a ideia do presidente e demonstrou repúdio a tal ato, ele defendeu a instituição da Polícia Federal que está aos cuidados do Ministério da Justiça.

Moro disse:

“O presidente me disse mais de uma vez, expressamente, que queria ter uma pessoa do contato pessoal dele que ele pudesse ligar, colher informações, colher relatórios de inteligência, seja diretor-geral, superintendente e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações tem que ser preservadas. Imaginem se durante a própria Lava-Jato, o ministro, diretor-geral ou a então presidente Dilma ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações sobre as investigações em andamento. A autonomia da PF como um respeito a aplicação à lei seja a quem for isso é um valor fundamental que temos que preservar dentro de um estado de direito”.

Bolsonaro se pronunciou e como de praxe, passou a maior parte do tempo se esquivando: falou da postura dos filhos – onde três deles compõem o chamado”gabinete do ódio” e estão para serem investigados pela PF por fake news, o que motivaria ainda mais Bolsonaro querer a PF como aliada pessoal. Falou também dos namoros do quarto filho, de ter economizado água no Palácio da Alvorada, cirurgia plástica da sogra, e ainda induziu que a morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle, assassinada em 2017 estava tendo mais atenção do que o atentado a sua vida durante a campanha presidencial de 2018 (Bolsonaro foi eleito com 55% dos votos contra 45% de Haddad, no segundo turno).

Bolsonaro ainda insinuou que Moro só permitiria que a PF tivesse outro diretor se ele fosse indicado para a Suprema Corte da Justiça, o Supremo Tribunal Federal. Mas Sérgio Moro já desmentiu o atual presidente dizendo em seu Twitter, que a indicação ao STF nunca foi moeda de troca.

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